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Pablo Marçal diz que patrimônio de R$ 7,4 bi declarado ao TSE foi ‘erro de digitação’
Marçal, que é candidato à Presidência da República pelo PRTB, disse que alguém de sua equipe inseriu no sistema do tribunal três zeros a mais
Por Marcela Villar, Valor — São Paulo
Foto: Reprodução Instagram
O candidato à Presidência da República Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível até 2032, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio de R$ 7,4 bilhões, o maior dentre os 13 presidenciáveis. Ele alega, porém, que o valor está errado – teria sido “um erro de digitação” e o montante correto deveria ser de R$ 149 milhões. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (17), em entrevista ao Brasil Paralelo.
O ex-coach afirmou ter sido pego de surpresa ao ver o valor bilionário na sua declaração de bens no registro de candidatura. “[Qual foi o erro?] É óbvio que é de digitação. Se você pegar o ChatGPT e perguntar qual os bens que o Marçal declarou em 2024 e declarou em 2026, e aponta a falha para mim, o ChatGPT vai pegar e vai te mostrar onde está”, afirmou.
Marçal ainda sugeriu ao TSE que fosse possível importar o arquivo do imposto de renda ao sistema de registro de candidaturas. “Minha declaração de imposto de renda é bem extensa. A sugestão é só pegar o arquivo de imposto de renda e importar. Se fizer essa importação, não há erro de digitação”, acrescentou.
Quase todo o montante bilionário declarado por Marçal é de uma aplicação em um fundo de investimento em infraestrutura do Itaú de R$ 6,4 bilhões. Segundo o candidato, alguém de sua equipe inseriu no sistema do tribunal três zeros a mais. O segundo bem de maior valor é um terreno de R$ 490 mil em Santana de Parnaíba, interior de São Paulo. Segundo ele, este é o valor venal (histórico) do imóvel, cujo valor de mercado deve ser quase o dobro atualmente.
Em 2024, quando se candidatou à Prefeitura de São Paulo, o total de bens declarados por Marçal era de $ 169, 5 milhões.
Segundo a especialista em direito eleitoral Izabelle Paes Omena de Oliveira Lima, sócia do escritório Callado, Petrin, Paes & Cezar Advogados, não há implicações jurídicas ou à candidatura de Marçal por conta deste erro material na declaração de bens. A correção pode ser solicitada até o fechamento das urnas, em outubro. Izabelle alerta, porém, que nada impede uma possível apuração pela Receita Federal ou outros órgãos de controle sobre a evolução patrimonial dele.
Inelegível
O candidato pode ser impedido de concorrer ao posto do Palácio do Planalto por outros motivos. Ele está inelegível até 2032 por abuso de poder político e econômico, além de uso indevido de meios de comunicação e captação ilícita de recursos. O registro de candidatura será julgado pelo TSE nos próximos dias.
Pablo Marçal foi procurado através de sua assessoria de imprensa, mas não deu retorno até a publicação desta matéria.





