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Postos de combustíveis exibem preços para atrair clientes, mas valor real na bomba é diferente
Em 2025, o Procon de SP fez 1.459 fiscalizações e aplicou 207 autuações relacionadas à informação de preços
Domingo Espetacular|Do R7
O Procon de São Paulo informa que, neste ano, já multou dezenas de postos de combustíveis por problemas nas informações de preços. O número de consumidores que se sentem prejudicados só aumenta. Muitos postos exibem preços atraentes para atrair clientes. Mas, o preço real, que aparece na bomba, pode ser bem maior. Além disso, a variedade de meios de pagamento como dinheiro, Pix, cartão de crédito ou débito e aplicativos da rede pode confundir ainda mais o consumidor e induzi-lo ao erro.
A lei permite que os postos cobrem valores diferentes de acordo com o meio de pagamento, mas o preço real precisa estar claramente visível à distância, para que o motorista decida se vai abastecer ou não.
Em fiscalização feita pela equipe do Domingo Espetacular em postos da rede Duque na zona oeste de São Paulo, constatou-se que o desconto oferecido pelo Pix só era informado no momento do pagamento, após o tanque estar cheio. Em outros postos da mesma rede, a diferença de preços variava: o álcool poderia custar R$ 3,99 no Pix, mas R$ 5,99 em dinheiro; a gasolina R$ 6,99 no Pix, mas R$ 9,19 no dinheiro.
Em 2025, até 10 de novembro, o Procon fez 1.459 fiscalizações em postos de combustíveis e aplicou 207 autuações relacionadas à informação de preços. A irregularidade mais observada foi a falta de visibilidade clara dos preços de todos os combustíveis na entrada dos postos, com destaque exagerado a valores promocionais, que podem induzir o consumidor ao erro. Nenhum posto foi interditado.
O Domingo Espetacular repercutiu o assunto com o especialista em direito tributário e de relações de consumo Angelo Paschoini.





